Caminhos vãos andamos! Considera agora, desta altura, fria e austera, os ermos que regaram nossos prantos... Pó e cinzas, onde houve flor e encantos! E a noite, onde foi luz a primavera! Olha a teus pés o mundo e desespera, semeador de sombras e quebrantos! Porém o coração, feito valente na escola da tortura repetida, e no uso do pensar tornado crente, respondeu: desta altura vejo o Amor! Viver não foi em vão, se isto é vida, nem foi demais o desengano e a dor.
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Já viram como as mulheres conversam com os olhos? Elas conseguem pedir uma à outra para mudar de assunto com apenas um olhar. Elas fazem um comentário sarcástico com outro olhar. E apontam uma terceira pessoa com outro olhar. Quantos tipos de olhar existem? Elas conhecem todos.
Luís Fernando Veríssimo
18/05/2013 @ 12:45 com 22,153 notes
Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta, hoje não a lastimo. Não há falta na ausência, a ausência é um estar em mim e sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade.  (via thiaramacedo)
18/05/2013 @ 12:36 com 1,452 notes
17/05/2013 @ 20:54 com 30,358 notes
A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio
do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores
e até infinitos.
Manoel de Barros  (via unirversos)
17/05/2013 @ 18:12 com 1,304 notes
Ela ficou me olhando, e eu a olhava. Minha mão procurou a sua, e a encontrou. Senti que agora era o seu coração que batia mais rápido - eu quase podia escutá-lo, porque estávamos de novo em silêncio. Minha alma, porém, estava tranquila, e meu coração em paz.
Paulo Coelho. 
17/05/2013 @ 13:21 com 9,367 notes
Mas se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo melhor… O melhor vai se instalar em nossa vida. Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura.
Carlos Drummond de Andrade
17/05/2013 @ 11:57 com 1,230 notes
Eu gosto de catar o mínimo e o escondido. Onde ninguém mete o nariz, aí entra o meu, com a curiosidade estreita e aguda que descobre o encoberto.
Machado de Assis (via oxigenio-dapalavra)
17/05/2013 @ 11:56 com 1,602 notes
17/05/2013 @ 11:56 com 55,402 notes
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